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Homeschooling

Uma das maiores preocupações que tínhamos quando começamos a planejar nossa viagem, era como iríamos fazer com o colégio.  Aliás, esta é uma das primeiras perguntas (se não a primeira pergunta) que nos fazem. Para nós, existiram dois momentos ideais para fazer esta viagem. O primeiro foi quando o Henrique nasceu (Há 17 anos atrás): já tínhamos esta vontade naquela época, chegamos a ir a um estaleiro ver um barco maior (na época tínhamos um velamar 32), fizemos contas, pensamos em vender o apartamento...mas ainda havia muito medo e muito apego. Velejar por aí com um bebê parecia algo meio irresponsável. E acredito que nesta idade (crianças pequenas) é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil. Mais fácil no sentido de ele não ter muita vontade própria, então vai onde vamos e se adapta facilmente às condições, não tem colégio, nem um círculo de amigos, nem compromissos. A parte difícil é crescer longe dos avós, tios, primos, não ter uma rotina formal. Nossa família e amigo...

Alimentação a Bordo do Biguá

Resolvi escrever um post falando sobre como é a nossa alimentação e como cozinhamos a bordo. Temos algumas limitações em um veleiro. Apesar do Biguá ser um catamarã, e isso significar mais conforto para cozinhar e espaço para estocar comida, temos que cuidar muito bem para armazenar direitinho os alimentos, cuidar a validade, fazer um inventário de tudo o que temos, cuidar para não termos sobras, evitando assim o desperdício e acúmulo pois as geladeiras são pequenas ! Guardamos os alimentos já higienizados Somos (praticamente) quatro adultos.  E não comemos carne de nenhum tipo, exceto o Marcio que come carnes e derivados. Então, cozinhar em um veleiro, onde a disponibilidade de utensílios é limitada ,  requer criatividade e muita disposição: a gente tem só o essencial ,e o nosso maior luxo é um míxer ( acessório quase indispensável para quem não come carne e derivados e quer ter uma dieta mais balanceada ). Nossos cafés da manhã são bem va...

Ah...a Galícia!

Chegamos na Espanha no início de abril , navegando pelo mar Cantábrico. A primeira cidade que conhecemos, Gijón, uma das maiores do principado de Astúrias foi uma agradável surpresa, não só pela beleza natural e pela história do lugar, mas também por suas pessoas, que nos receberam tão bem.   Esse foi nosso primeiro contato (como velejadores) com a Espanha, e não poderia ter sido melhor. Árbol de la "Sidra" - monumento em homenagem à bebida típica da região Pórtico de Gijón Elogio del Horizonte - obra de Eduardo Chilli De lá seguimos para um porto pequeno, na Galícia: Camariñas. A surpresa foi ver o quanto o galego se aproxima do português. Outro lugar com uma natureza incrível e pessoas amáveis. Nos sentimos em casa. Sede do clube náutico em Camariñas Costa de La Muerte - famosa por seus naufrágios Marina em Camariñas - um porto seguro Mas nossa grande paixão foi Muros: Estamos há alguns dias atracados em Muros aguardando vent...