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SARDENHA - COSTA ESMERALDA

Chegar à Sardenha foi uma grande conquista para nós. Chegamos a cogitar não ir até a Itália.    Quem veleja sabe que tem que seguir um calendário que não é o calendário normal. Usamos aqui as épocas do ano e os fenômenos climáticos para nos guiar.  Então estávamos com receio de ir à Itália e nossa vida virar uma corrida contra o tempo a partir daí. Mas nosso planejamento envolvia ir até lá. E o Henrique e a Carol queriam (MUITO!) conhecer Roma. Então nós resolvemos ir.  Que venha a correria! Saímos de Menorca numa quinta feira perto do meio dia, na sexta feira às 4h da manhã cruzamos a linha oceânica que divide Espanha e Itália   e no sábado, dia 11/08 olha nós aí já na costa norte da Sardenha ( Baía de Santa Tereza): Para chegar até aí, passamos o temido estreito de Bonifácio.  Tão temido que o seguro do barco não dá cobertura nesta região.  Para nós foi bem tranquilo. Cuidamos muito a previsão do tempo para passarmos por ...

Como compramos um barco na Europa (sem nunca ter visto esse modelo)

Alegria no barco novo Quando o novo Lagoon 42 foi lançado na França o barco nos chamou a atenção. As linhas eram modernas, a mastreação tinha sido modificada para melhorar a performance e o modelo estava sendo muito bem falado pela imprensa internacional.Tanto que no ano de 2016 o modelo havia ganhado os principais prêmios de catamarã do ano como por exemplo os das revistas Cruising World e Sail Magazine. Mas era mais ou menos só isso. Nunca tínhamos visto o barco. Não havia nenhum no Brasil. E na verdade, sempre tendo velejado em monocascos  não sabíamos quase nada sobre catamarãs. Nunca tínhamos velejado nem uma milha sequer em um deles. Conforme o projeto de ficarmos dois anos velejando em família foi ganhando forma a idéia de realizá-lo em um catamarã foi ganhando força. Além das questões técnicas das quais já falei o conforto e privacidade que um catamarã pode oferecer só são comparáveis aos de um monocasco muito maior. Recebendo o barco em Les S...

Homeschooling

Uma das maiores preocupações que tínhamos quando começamos a planejar nossa viagem, era como iríamos fazer com o colégio.  Aliás, esta é uma das primeiras perguntas (se não a primeira pergunta) que nos fazem. Para nós, existiram dois momentos ideais para fazer esta viagem. O primeiro foi quando o Henrique nasceu (Há 17 anos atrás): já tínhamos esta vontade naquela época, chegamos a ir a um estaleiro ver um barco maior (na época tínhamos um velamar 32), fizemos contas, pensamos em vender o apartamento...mas ainda havia muito medo e muito apego. Velejar por aí com um bebê parecia algo meio irresponsável. E acredito que nesta idade (crianças pequenas) é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil. Mais fácil no sentido de ele não ter muita vontade própria, então vai onde vamos e se adapta facilmente às condições, não tem colégio, nem um círculo de amigos, nem compromissos. A parte difícil é crescer longe dos avós, tios, primos, não ter uma rotina formal. Nossa família e amigo...

Alimentação a Bordo do Biguá

Resolvi escrever um post falando sobre como é a nossa alimentação e como cozinhamos a bordo. Temos algumas limitações em um veleiro. Apesar do Biguá ser um catamarã, e isso significar mais conforto para cozinhar e espaço para estocar comida, temos que cuidar muito bem para armazenar direitinho os alimentos, cuidar a validade, fazer um inventário de tudo o que temos, cuidar para não termos sobras, evitando assim o desperdício e acúmulo pois as geladeiras são pequenas ! Guardamos os alimentos já higienizados Somos (praticamente) quatro adultos.  E não comemos carne de nenhum tipo, exceto o Marcio que come carnes e derivados. Então, cozinhar em um veleiro, onde a disponibilidade de utensílios é limitada ,  requer criatividade e muita disposição: a gente tem só o essencial ,e o nosso maior luxo é um míxer ( acessório quase indispensável para quem não come carne e derivados e quer ter uma dieta mais balanceada ). Nossos cafés da manhã são bem va...