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DIÁRIO DE BORDO DO BIGUÁ: AUXÍLIO AO BARCO SEM MASTRO E O ENCONTRO COM A BALEIA

Autor: Márcio Logo pela manhã recebemos um chamado da ARC avisando que um veleiro estava em emergência. Tinham perdido o mastro, estavam com problemas no leme e não tinham combustível suficiente para seguir no motor até Santa Lúcia. Nós também estamos consumindo muito mais combustível do que o previsto.  Depois da perda do gerador tivemos que passar a carregar as baterias com o motor. Mesmo assim fizemos as contas e vimos que podíamos fornecer 100 litros a eles. Fizemos meia volta, contra o vento e com ondas de proa e começamos a procurar pelo barco com a última posição que a ARC havia nos fornecido. Tarefa complicada no mar. Não conseguíamos contato via rádio e o equipamento que fornece a posição deles foi arrancado junto com o mastro. Depois de várias horas nos aproximamos e conseguimos contato via rádio. A partir daí começamos a atualizar nossas posições constantemente. Mas ainda assim não conseguíamos avistar o barco. Apesar de ser um veleiro de 50 pés ...

ARC - ATLANTIC RALLY FOR CRUISERS

Autor: Alessandra  Saímos do Brasil com um roteiro pré definido. Tínhamos sonhos para realizar, que envolviam conhecer lugares, velejar pela Europa, pelo Caribe e cruzar um Oceano. Antes mesmo de começar nossa jornada lá na França, onde recebemos o Biguá, já estávamos inscritos para cruzar o Atlântico junto com a ARC. O Márcio há anos acompanhava o Rally e suas histórias. E estar junto com uma organização como essa nos levaria a um estado de maior segurança, uma vez que seríamos somente nós quatro no barco. Uma das perguntas mais frequentes é quanto custa participar da ARC: E escolhemos pagar esse valor em função de todo apoio e segurança. Um dos requisitos para participar  do Rally é ter chegado a Gran Canaria velejando. Não é necessário que toda a tripulação esteja a bordo nesse momento. Outra exigência é ter, no mínimo dois tripulantes no barco. Não é possível fazer o cruzamento em solitário. Eles são extremamente exigentes na questão equipamen...

LANZAROTE - A ILHA DIFERENTE

Se você está acompanhando o blog, já sabe que chegamos às Ilhas Canarias depois de 5 dias de travessia vindo de Gibraltar. E sabe também que a primeira Ilha visitada foi La Graciosa. A gente gostaria muito de conhecer todas as oito ilhas, mas claro que não teríamos tempo para isso. Tivemos que escolher algumas. E Lanzarote não poderia ficar de fora de jeito nenhum! Essa, que é conhecida como “A Ilha diferente”, é realmente diferente das outras. A origem do arquipélago é vulcânica, mas Lanzarote é a mais jovem, com impressionantes 200 (DUZENTOS!) vulcões, ela possui atrações para vários dias de visita. Realmente tem muita coisa para ver. E, apesar do solo seco, constituído basicamente de lava vulcânica, a cidade é cheia de jardins (de cactos, claro!) e é a terra do Aloe Vera, tendo museus dedicados à planta e uma produção de cosméticos e alimentos derivados da planta milagrosa, curativa e milenar. Cavernas formadas a partir de erupções vulcânicas (a mais recente...

RONDA - UMA CIDADE NO PENHASCO

Nossa longa estadia em Gibraltar esperando o mau tempo passar nos permitiu este lindo passeio até a Serra Espanhola. Os povoados que existem ao longo da estrada são chamados de “Pueblos Blancos”. É fácil saber porque: pequenos amontoados de casinhas brancas são vistas em diversos pontos da montanha. No inverno, ficam cobertos de neve! Nós paramos aleatoriamente em um povoado chamado Gaucín.  Foi uma agradável surpresa. Existe um castelo com ruínas bem conservadas, onde se pode fazer escaladas, todo o caminho até o castelo é muito bonito e iluminado durante a noite.  Aliás, todo o povoado é lindo. Tem uma pequena igreja super bem cuidada e um sino que pudemos tocar e o som ecoa por todo o vale. Passamos também pelo cemitério, que, para mim, foi algo surpreendente: senti uma atmosfera alegre, talvez porque estivesse cheio de pessoas trabalhando no jardim, talvez porque tenha um lindo jardim, muitas árvores e as pessoas fossem muito simpáticas, não sei...

TRAVESSIA GIBRALTAR – ILHAS CANARIAS

Depois de 12 dias de espera e muitos passeios, depois de todo o mal tempo passar, finalmente a meteorologia se mostrou favorável. Não era o que a gente esperava, nossa janela de tempo, mostrava um período sem vento ou ondas contra, mas também sem praticamente nada de vento a favor também. Sair do estreito com vento contra seria um erro, mas depois de 12 dias a gente não estava podendo se dar ao luxo de esperar mais. Aproveitamos para abastecer os tanques e levar combustível extra em camburões. Pelos nossos cálculos, teríamos combustível suficiente para chegar às Ilhas Canarias caso tivéssemos que “motorar” o tempo todo. Mas a gente foi pegando um ventinho aqui, outro ali e foi navegando (devagar, uma média de 5Kt – a gente não tinha pressa) praticamente todo o tempo. Precisamos ligar o motor só quando realmente não tinha vento nenhum. E abaixo de 3Kt o piloto automático se recusa a trabalhar. No final das contas, usamos bem pouco o motor. Fizemos a travessia toda ...