Pular para o conteúdo principal

Começo oficial da viagem

Depois de um mês inteiro sem postar nada, estamos de volta.
Embarcamos no Biguá no dia 08/02, e desde este dia não paramos um minuto.
O barco ainda não está pronto para fazermos nossa primeira travessia. Na verdade, não temos muita certeza de para onde nós vamos em seguida.

Aí vai um resuminho do último mês:
Saímos do Brasil no dia 23/01 à noite. Chegamos em Paris no dia 24 e fomos para o apartamento em Montmartre. Ficamos por 1 semana, e foi uma semana intensa para fazermos os principais pontos turísticos de Paris e o máximo de museus que nossos pés aguentassem.
O próximo passo foi alugar um carro (grande) para irmos até a cidade de Tours, que fica mais ou menos na metade do caminho entre Paris e Le sables d'Olonne. Entregamos o apartamento ao meio dia, chovia muito e nossa programação era parar no Chateau de Versailles. Cumprimos o programa com chuva, vento, frio... e fomos até Tours - conselho: não alugue um carro grande se estiver indo para lá. As ruas são muito estreitas, algumas mal se consegue fazer uma curva. Estacionar então, é tarefa quase impossível - chegamos ao novo apartamento e  passamos lá uns 5 dias com direito a passeios a pé, castelos (tem um monte deles!) , igrejas, museus. Uns 3 dias antes da data marcada para recebermos o barco, partimos para o nosso destino princilpal: Le Sables d' Olonne, onde ficamos mais 3 dias em um apartamento(?*!)  que é melhor nem descrever...enfim, o que importa é que ficava na Marina e pudemos estar pertinho do Biguá desde a sua chegada.
Os Lagoons são fabricados numa cidade chamada Bordeaux,  e andam quase 300km em um  caminhão até Le Sables d'Olonne, onde são montados conforme o pedido do proprietário, colocados na água, testados e entregues! Todos os dias chegam barcos novos aqui. São quase dois barcos novos por dia, entre Lagoon 400, Lagoon 42 e Lagoon 45.
No dia 08/02 recebemos oficialmente o Biguá. Ele ainda não foi batizado como deve ser, pois o tempo está bem ruim por aqui. Desde a nossa chegada pegamos muita chuva, muito vento, muito frio, neve, granizo e um pouquinho de sol. 
Mas estamos bem felizes vivendo a bordo. Estamos na fase de comprar de tudo, desde o motor para o bote às roupas de cama e utensílios para a cozinha. Estamos aprendendo bastante. Está sendo uma super adaptação, velejar um catamarã é novidade, o balanço do barco é diferente (rolou até um enjôo  hehehe), estamos nos adaptando à escola nova, à distância, aos tipos de comida, aos horários de funcionamento das coisas, a dividir um espaço pequeno, a não ter televisão (este último, de longe, o mais fácil de todos).
Temos muitos outros desafios pela frente. O primeiro deles, nossa primeira travessia: Golfo de Biscaia.





Comentários

  1. Desejo, em nome da tripula do veleiro Uruguaina - CDJ, bons ventos e muitas aventuras e alegrias a bordo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Henrique. A tripulação do Biguá agradece.Boas velejadas no Uruguaiana!

      Excluir
  2. Parabéns a vocês pela decisão e porjá iniciarem esta aventura com uma travessia bem cabeluda que é a Biscaia e no inverno!!!
    O barco é excelente!!!
    Bons ventos e grandes aventura!!!
    Claudio L Oliveira (Longitude - D36) CDJ

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Cláudio. E o inverno esse ano esta especialmente cabeludo! Mas estamos aqui aguardando uma janela de tempo enquanto consumimos a adega de vinhos.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

COMO É A VIDA À BORDO QUANDO ESTAMOS EM UMA MARINA

Muitas pessoas perguntam sobre o que muda na vida a bordo quando estamos em uma marina. Porque há algumas diferenças na nossa rotina quando estamos na âncora ou velejando e quando estamos na Marina. Para quem não conhece , aqui vão algumas curiosidades sobre a vida a bordo que podem ser bastante surpreendentes: ÁGUA Quando navegamos usando o motor, aproveitamos para produzir água. Quando nós temos bastante vento e não ligamos o motor, precisamos ligar o gerador para produzir água. E quando estamos em uma marina, temos 2 formas de obter água. Uma é enchendo os tanques com uma mangueira (daquelas que se usa para regar plantas). A outra maneira é conectar  a mangueira do trapiche no barco e usar a água  sem que ela passe pelos tanques. Nem todos os barcos têm esse sistema.  Como a água é um bem escasso nas navegadas e ancoragens, aproveitamos a estada na marina para lavar o barco usando água doce. BANHEIROS Temos 3 banheiros no Big...

TURKS AND CAICOS – UM PARAÍSO!

Chegamos em Turks and Caicos.  Aqui encontramos a água mais linda de todo o Caribe.  A cor é impressionante, mas o lugar é bastante inóspito. Nossa primeira noite foi ancorados em Six Hills, antes mesmo de dar entrada no país. Sáo duas ilhotas bem selvagens e tinha só um outro barco na ancoragem com a gente. Demos entrada no país em Grand Turk: ancoramos o barco próximo ao píer onde param os navios de cruzeiro e fomos caminhando até a imigração, que é um pouco distante. Pagamos a taxa de entrada de U$ 50,00 (esse valor permite ficar pelas ilhas até 9 dias) mas nós pagamos mais U$ 300,00 para permanecer por mais de 9 dias porque havíamos combinado de encontrar com a outra irmã do Márcio e o marido. Eles viriam até Turks and Caicos só para passar uns dias conosco. E para dar a saída tem mais uma taxinha de U$ 50,00. Soma tudo isso e já viu o rombo no orçamento!! Temos um vídeo falando sobre a entrada no país: VLOG 66 - Chegada a TURKS AND CAICOS Saímo...

Homeschooling

Uma das maiores preocupações que tínhamos quando começamos a planejar nossa viagem, era como iríamos fazer com o colégio.  Aliás, esta é uma das primeiras perguntas (se não a primeira pergunta) que nos fazem. Para nós, existiram dois momentos ideais para fazer esta viagem. O primeiro foi quando o Henrique nasceu (Há 17 anos atrás): já tínhamos esta vontade naquela época, chegamos a ir a um estaleiro ver um barco maior (na época tínhamos um velamar 32), fizemos contas, pensamos em vender o apartamento...mas ainda havia muito medo e muito apego. Velejar por aí com um bebê parecia algo meio irresponsável. E acredito que nesta idade (crianças pequenas) é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil. Mais fácil no sentido de ele não ter muita vontade própria, então vai onde vamos e se adapta facilmente às condições, não tem colégio, nem um círculo de amigos, nem compromissos. A parte difícil é crescer longe dos avós, tios, primos, não ter uma rotina formal. Nossa família e amigo...